segunda-feira, 17 de março de 2025

Dor e saudade

 Dor e saudade




Nas veias do tempo, escorre a dor,  


Um rio sem leito, frio e sem cor.  


A saudade é sombra que habita o peito,  


Raiz de espinho em jardim desfeito.  


Cada suspiro traz o agudo punhal  


De um verso lembrado, de um amor que é mortal.  


As lágrimas secam, mas a ferida persiste—  


Flor do ausente que o vento não viste.  


O passado é vento que corta a pele,  


Riso extinto na névoa do crepúsculo frágil.  


As horas se arrastam, mas o relógio parou  


No instante em que seu nome meu chão abandonou.  


A lua testemunha o vazio do leito,  


O corpo é casa sem teto, sem teto nem jeito.  


A voz que ecoa nos cômodos vazios  


É fantasma de abraços, de antigos desafios.  


Saudade é melodia sem viola nem verso,  


Dor é tatuagem de um fogo inverso.  


O adeus que não finda, que se enrosca no ar,  


É a cicatriz que me lembra onde doí mais amar.  


Mas na noite sem fim, quando a alma se encurva,  


Aprendo que a dor é a semente da curva  


Que transforma o pranto em estrela cadente:  


Saudade, irmã da alma, sorri tristemente.


Ana Pujol


Ser metamorfose


 

Mulher

 Tu és  a presença mais linda na vida de um homem. 


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

De Amor...




Foi carisma ou amor tal fascínio
Quis encontrar em si  tormento
As amarras, meu peito domino.
Causa, sim, de tanto sofrimento.



Sonho com você  o longo abraço
No pó, olhos despertos em nada.
Este sonho que abraças num laço
Desejo e  implorando madrugada,



Frequente agora  na minha sina!
Trazer você, Bela, na lembrança.
Morre o peito,  eterna esperança.



Rendo-me ao que a vida ensina!
Fecho o coração, impera a razão
Para um dia conquistar seu perdão.

domingo, 2 de outubro de 2011

RE- NASCIDA





Um trabalho árduo, rastejante
Atenta ao alimento do corpo,
A casa repleta, contruída.

São momentos inquietantes,
Movimentos silenciosos. Desperta!
Deixados os sonhos...

Com formada película suave, tênue vida!

Com fundida em cores, nova a mente no sol!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

CONTORNA...

Minha silhueta do corpo com as conchas
As que encontrar no mar, uma a uma
Adornar e desperta todas aquelas ondas

O calor da língua  o arrepio areia sinto
Suspiros desejo revelado neste retrato
Deixo as tuas mãos o que já não minto

Constrói  aqui então a tua  moradia!

Nestas formas, as sensaçãos, as linhas!

sábado, 6 de agosto de 2011



Estão libertos os pássaros
Prontos para vôos infinitos
Libertos de seus grilhões.

Juntos há o canto da passarada.
Como nuvens que passam...
O céu sem limite algum!

Nunca olhar a última estação passada.
Busca da beleza da nova pousada.